25/05/2026
Olhar Vertical é um projeto de jornalismo independente desenvolvido no meu tempo livre como forma de hobby. É também um chamado vocacional para direcionar a atividade jornalística, a qual exerço há quase 30 anos, a um empreendimento totalmente dedicado a Deus.
Não se trata, no entanto, de um site de jornalismo católico. Mas de um olhar católico sobre o jornalismo e os fatos contemporâneos. É possível observar na atualidade que tanto a seleção de notícias quanto a abordagem dada a elas limitam-se a um olhar materialista, secularista e ideológico. Como se a verdade objetiva devesse necessariamente desconsiderar a dimensão transcendente da realidade e o fim último do homem. Aqui, ao contrário, entendemos que os fatos, a história e a vida humana só podem ser plenamente entendidos à luz de Cristo, que é a própria Verdade.
O nome Olhar Vertical vem em contraposição ao horizontalismo do mundo contemporâneo, que nega a hierarquia natural e sobrenatural, reduzindo tudo a um mesmo plano: o ser humano como apenas mais um animal, todas as religiões como iguais, Jesus Cristo como um simples homem, um “sujeito histórico”, e não como o próprio Deus. Já “olhar” é um ato mais ativo do que apenas “ver”. Implica direcionar a atenção e o foco para algo, com uma intenção específica. Neste caso, analisar os fatos com uma atenção voltada para o Céu, na direção vertical, para o topo da Cruz. Reportar a notícia sem abrir mão da minha identidade católica.
Escolhemos como patrono deste projeto São Francisco de Sales, grande Bispo, Doutor da Igreja e padroeiro dos escritores e dos jornalistas. Nascido em 1567 numa Europa envolta a conflitos religiosos, ele usou a palavra escrita para defender a fé católica e combater as heresias. No século XVII, como bispo de Genebra, fortemente influenciada pelo calvinismo, ele passou a escrever e a distribuir folhetos ensinando a fé católica pela cidade, muitas vezes colocando-os discretamente embaixo das portas das pessoas. Defendia uma comunicação ética e caridosa. De temperamento colérico, entrou para a história como o santo da mansidão.
É um grande erro querer remediar o mal com outro mal, ou curar um coração ferido com palavras mais cortantes. A verdade pode ser dita com firmeza, mas sempre com caridade (Introdução à Vida Devota, Parte III, Capítulo 30).
Sarita Coelho é jornalista com quase 30 anos de experiência profissional. Graduada em Comunicação Social pela UFRJ, com mestrado em Sociologia pela UnB, já realizou atividades como editora, repórter, redatora e assessora de imprensa. É servidora federal concursada, católica e mora no Rio de Janeiro.
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