Oração do Rosário é elemento central de longa brasileiro

Estive na pré-estreia de O Poder do Rosário no dia 19 de maio no Rio de Janeiro e gostei do que assisti. Tive a imprenssão de estar diante de um daqueles filmes evangélicos norte-americanos que passam nos canais da Net, como Milagres do Paraíso (2016). Só que desta vez com a profundidade católica. Dirigido por Tiago Benetti e fruto de uma parceria entre a Stone Entertainment e a Kolbe Arte, o longa conta uma história de conversão, perdão e reconciliação, tendo a oração do Rosário como elemento central da narrativa.

A trama acompanha Helena, uma menina piedosa e profundamente ligada a Deus e a Nossa Senhora. Vivendo ao lado da mãe, Sandra, ela cresce convivendo com a ausência do pai e alimentando o desejo de conhecê-lo. A tentativa de reconstrução dessa história familiar acaba sendo atravessada por um acontecimento inesperado, que transforma a vida das personagens e faz com que o Rosário deixe de ser apenas um gesto de devoção para ocupar papel central na trajetória dos envolvidos.

O outro protagonista do filme é André, um fotógrafo afastado da fé, cuja vida passa por mudanças ao entrar em contato com Helena e sua família. A partir dessa aproximação, ele inicia um processo de conversão que ressignifica sua própria história. Não vou contar esse ponto de virada que une e transforma as vidas de Helena e de André porque foi surpresa para mim e gostei da experiência de não ter sido alertada antes.

Com cerca de 90 minutos de duração, a obra aborda temas como maternidade, ausência paterna, recomeço e busca de sentido diante das dificuldades da vida. O elenco reúne nomes como Myrian Rios, Alexandre Machafer e Tarcizio Rafael, além das estreantes Bella Maria Benetti e Bárbara Marinho.

Achei genial a forma como a produção incluiu as participações do Frei Gilson, do Padre Fábio Galdino, do Instituto Hesed, entre outros, na trama. Na minha opinião, o longa não deve nada a outras produções e está pronto para chegar aos streamings internacionais.

Segundo Angela Morais, fundadora e CEO da Kolbe Arte, a proposta do filme é apresentar a fé como algo presente no cotidiano das famílias, especialmente nos momentos difíceis. E o filme consegue fazer isso. Já o diretor Tiago Benetti afirma que a narrativa foi construída a partir de situações comuns da vida das pessoas, mostrando a oração do Rosário integrada às relações humanas e aos conflitos vividos pelos personagens.